Crescem ciberataques em meio a notícias positivas sobre vacinas
19 nov
2020

Crescem ciberataques em meio a notícias positivas sobre vacinas

Ataques aos laboratórios farmacêuticos que trabalham para encontrar uma vacina eficaz contra a covid-19 aumentaram 50%

Em meio às notícias positivas sobre a boa resposta imunológica das vacinas contra a covid-19 que vêm sendo testadas mundo afora, inclusive no Brasil, os criminosos cibernéticos estão intensificando os ataques aos laboratórios farmacêuticos. Um novo relatório da empresa de segurança cibernética BlueVoyant revela que o aumento dos ciberataques a essa indústria atingiu 50% no ano.

O estudo descobriu que oito das farmacêuticas mais proeminentes no desenvolvimento de uma vacina para o novo coronavírus enfrentaram e enfrentam níveis desproporcionais de ataques maliciosos direcionados na comparação com outros grandes laboratórios.

Os pesquisadores de segurança da BlueVoyant disseram que a ameaça número um neste ano é a espionagem de Estados-nação com o objetivo de roubar dados de pesquisas de vacinas contra a covid-19, embora a principal ameaça geral neste setor continue a ser o ransomware.

Em uma análise de registros de código aberto de 25 ataques relatados durante os últimos quatro anos, bem como em pesquisas com 20 empresas, incluindo 12 dos maiores laboratórios farmacêuticos do mundo, a BlueVoyant observou um número crescente de ataques. Verificou também que dos 25 ataques reportados desde 2017, dez deles (40%) ocorreram neste ano, enquanto 80% das 20 empresas pesquisadas experimentaram ameaças maliciosas neste ano.

Veja isso:

O relatório salienta que é preocupante o fato de que a maioria das empresas analisadas não tenha implementado defesas importantes contra esses tipos de ataques, como proteção de acesso a desktops remotos e contra phishing.

“As empresas farmacêuticas desenvolvem propriedade intelectual altamente lucrativa, lidam com grandes quantidades de dados de pacientes e de saúde e, como tal, são um dos alvos principais de criminosos que procuram comprometer, roubar e explorar informações. Agora, elas enfrentam um ambiente de risco ainda mais elevado por causa da pandemia, à medida que países com bons recursos montam campanhas agressivas de ataques e focada”, observa Jim Penrose, diretor de operações da BlueVoyant.

Segundo ele, o elevado risco cibernético associado às empresas que trabalham para encontrar uma vacina eficaz e a cura para a covid-19 deve ser um alerta para a tomada de medidas imediatas para reduzir o risco cibernético. “Em todo o mundo, todos os cidadãos desejam tranquilidade, pois essas empresas garantirão a confidencialidade, integridade e disponibilidade em suas atividades de pesquisa, desenvolvimento, fabricação e gerenciamento de dados enquanto correm contra o relógio para entregar descobertas que salvam vidas.”

Fonte: CISO Advisor

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